quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Sou só eu

 Sou só eu, e está tudo bem, é isso ai. 

Estou muito ilustradora de postagens ultimamente

É difícil se ver numa vibe meio bosta, quando parece que nada que fazemos é suficiente, mas isso é normal. Todo mudo tem seus dias de bad, mas se você é uma pessoa como eu, que externa sempre muita animação, é pulante e sorridente, deve saber que uma cara emburrada já parece motivo pra muito alvoroço enorme. 

Você é tratada como se tivesse que estar sempre assim, mas nosso humor é feito de nuances, as vezes eu quero gritar também, eu vou ser grossa e quero que o mundo se exploda (não de verdade 100% né? vamos cuidar do planetinha azul xuxus), e eu não quero ser tratada como se eu tivesse passando mal ou como se estivesse de TPM!

A gente se emputece e é isso! Depois com mais calma você lida com as consequências, pede desculpa se magoou alguém ( cuidado com os sentimentos das pessoas por favor), porque sorrisos são importantes, mas não podemos ser servos deles, principalmente quando não são de verdade.

Eu sou assim e é isso que tenho para oferecer. Alguém com sentimentos, que sente, que chora, que grita, que ri! Alguém que gosta de azul e não gosta de física, que cai da escada e almoça arroz e feijão quase sempre. Alguém que bebe café sem açúcar, mas também quer beber leite condensado (não bebam leite condensado por melhor que seja, pensem na taxa de glicose de vocês).

Playlist de hoje (se é que da pra chamar  5 músicas de playlist) : 

Menina Lagarta - Supercombo;

Capitão Gancho - Clarisse Falcão;

O que você Plantei - Projeto Rivera;

Malandragem - Cássia Eller;

Primeiros Erros (Chove) - Capital Inicial.


Obs importante: aqui eu falo de momentos de bad, se você se sente sempre muito angustiada (o), e passa dias seguidos nesse tipo de momento e/ou com sentimentos constantes de insuficiência, talvez seja o momento de você procurar ajuda. Converse com alguém, amigo, familiar e se possível, faça terapia. Você não está sozinha (o).  Ao final dessa postagem devem ter alguns números ou dicas para buscar ajuda: Setembro Amarelo.


- Caixinha do Nada


terça-feira, 6 de outubro de 2020

As vezes a gente se encontra...

 Ou reencontra!

Sinceramente, abrindo meu coração aqui, durante a pandemia, mais no auge do isolamento, eu me senti distante de mim mesma, e em algumas coisas que eu fiz, eu me achava de novo em mim.

As vezes eu não percebia o quão distante eu estava da minha pessoa, até eu me reencontrar.

E hoje foi um desses dias, que eu me vi e pensei "ainda sou eu".


Dobok * rascunhado por mim
+ filtro Aperol de eulucasmotta
diretamente do Instagram


Meu batom
Uma coisa que me faz bem, e na quarentena não foi diferente, é o batom vermelho. Quando eu me reunia com meus pais para um Happy Hour ou um Sextou regado a uma bebidinha de levis, me arrumava, em meio a tantos dias "largada as traças", e passava o meu querido batom vermelho. Me olhava no espelho e me reconhecia em meio a tanta inércia.
Entretanto, relacionado a aparência, o que mais me trouxe de volta a mim foi meus cachos, minha transição capilar.

"Cachuda"
Na infância, eu era extremamente cacheada, o que se seguiu até o inicio da adolescência quando eu resolvi alisar meu cabelo, através de selagem. Eu me sentia linda, eu estava linda. No segundo ano do ensino médio, me aventurei pela primeira vez no cabelo bemmm curtinho, mas apesar disso eu continuava lisa, mas nesse momento, eu tomei um choque, me senti uma nova pessoa. Se passa o segundo ano, terceiro ano do ensino médio, vem primeiro ano de faculdade, quando as ideias de transicionar começam a vir e eu faço meu último procedimento em meados de março/abril. Chega o fatídico 2020, e eu vou acompanhando meus cachos crescerem mais e mais, mas o liso ainda presente não deixa eles tomarem a verdadeira forma deles.
Isso se seguiu até que dia 29 de julho de 2020 fiz meu primeiro corte de cabelo, voltando ao curtinho ao qual sou apaixonada, mas dessa vez quase 100% cacheado.
E quando me olhei no espelho, eu não vi uma nova pessoa, mas um eu que eu não via a muito tempo. 
Eu me vi como a muito tempo não me via e me senti extremamente reconectada a mim mesma.
Cuidar dos meus cachos dia a dia me faz tão bem, e me traz a mim.

Carinha feliz feita por mim
+ filtro rainbow sparkle de nathaliardiniz
diretamente do instagram 

Taekwondo 
Para quem não sabe (acho que a maioria), eu sou faixa preta de Taekwondo, uma arte marcial nascida na Coréia.
Eu parei por causa do isolamento social, e em meio a pandemia eu tentei fazer alguma atividade física e acabei por lesionar o meu joelho. Tempos depois fui ao médico, e para fortalecer meu joelho, tive que começar a fazer musculação. Nesse processo longo de flexibilização das academias e de recuperação do meu joelho, não voltei aos treinos... até hoje.
No tatame, suando, respirando com dificuldade com uma máscara na face, eu me senti TÃO EU. Depois de tanta coisa que a gente perde, pessoas que se vão, baques, choques e rasteiras da vida quando você faz algo ou comum, ou que você a muito tempo não fazia, pelo menos eu, sinto que ainda sou eu. Porque o que você, faz, pensa, fala e vive, fazem parte da pessoa que você é e/ou quer ser.
Para mim treinar hoje, foi como dizer mim mesma " depois de tantas lágrimas derramadas e desse período tenebroso, isso você ainda sabe fazer" " você ta viva e pode continuar lutando (literalmente nesse caso)". 

Futuro desses assuntos
Ainda quero falar mais desses dois últimos assuntos, mas por hoje é só, porque aqui já são 01:06, e eu tenho aulas as 09:00. E acho que eu já falei o principal que eu queria compartilhar!


- Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite -



Legenda:
* Dobok é o traje utilizado para a pratica do Taekwondo, ele é como um Kimono utilizado em, outras artes marciais, mas é fechado e não aberto.


- Caixinha do Nada