Ou reencontra!
Sinceramente, abrindo meu coração aqui, durante a pandemia, mais no auge do isolamento, eu me senti distante de mim mesma, e em algumas coisas que eu fiz, eu me achava de novo em mim.
As vezes eu não percebia o quão distante eu estava da minha pessoa, até eu me reencontrar.
E hoje foi um desses dias, que eu me vi e pensei "ainda sou eu".
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| Dobok * rascunhado por mim + filtro Aperol de eulucasmotta diretamente do Instagram |
Meu batom
Uma coisa que me faz bem, e na quarentena não foi diferente, é o batom vermelho. Quando eu me reunia com meus pais para um Happy Hour ou um Sextou regado a uma bebidinha de levis, me arrumava, em meio a tantos dias "largada as traças", e passava o meu querido batom vermelho. Me olhava no espelho e me reconhecia em meio a tanta inércia.
Entretanto, relacionado a aparência, o que mais me trouxe de volta a mim foi meus cachos, minha transição capilar.
"Cachuda"
Na infância, eu era extremamente cacheada, o que se seguiu até o inicio da adolescência quando eu resolvi alisar meu cabelo, através de selagem. Eu me sentia linda, eu estava linda. No segundo ano do ensino médio, me aventurei pela primeira vez no cabelo bemmm curtinho, mas apesar disso eu continuava lisa, mas nesse momento, eu tomei um choque, me senti uma nova pessoa. Se passa o segundo ano, terceiro ano do ensino médio, vem primeiro ano de faculdade, quando as ideias de transicionar começam a vir e eu faço meu último procedimento em meados de março/abril. Chega o fatídico 2020, e eu vou acompanhando meus cachos crescerem mais e mais, mas o liso ainda presente não deixa eles tomarem a verdadeira forma deles.
Isso se seguiu até que dia 29 de julho de 2020 fiz meu primeiro corte de cabelo, voltando ao curtinho ao qual sou apaixonada, mas dessa vez quase 100% cacheado.
E quando me olhei no espelho, eu não vi uma nova pessoa, mas um eu que eu não via a muito tempo.
Eu me vi como a muito tempo não me via e me senti extremamente reconectada a mim mesma.
Cuidar dos meus cachos dia a dia me faz tão bem, e me traz a mim.
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| Carinha feliz feita por mim + filtro rainbow sparkle de nathaliardiniz diretamente do instagram |
Taekwondo
Para quem não sabe (acho que a maioria), eu sou faixa preta de Taekwondo, uma arte marcial nascida na Coréia.
Eu parei por causa do isolamento social, e em meio a pandemia eu tentei fazer alguma atividade física e acabei por lesionar o meu joelho. Tempos depois fui ao médico, e para fortalecer meu joelho, tive que começar a fazer musculação. Nesse processo longo de flexibilização das academias e de recuperação do meu joelho, não voltei aos treinos... até hoje.
No tatame, suando, respirando com dificuldade com uma máscara na face, eu me senti TÃO EU. Depois de tanta coisa que a gente perde, pessoas que se vão, baques, choques e rasteiras da vida quando você faz algo ou comum, ou que você a muito tempo não fazia, pelo menos eu, sinto que ainda sou eu. Porque o que você, faz, pensa, fala e vive, fazem parte da pessoa que você é e/ou quer ser.
Para mim treinar hoje, foi como dizer mim mesma " depois de tantas lágrimas derramadas e desse período tenebroso, isso você ainda sabe fazer" " você ta viva e pode continuar lutando (literalmente nesse caso)".
Futuro desses assuntos
Ainda quero falar mais desses dois últimos assuntos, mas por hoje é só, porque aqui já são 01:06, e eu tenho aulas as 09:00. E acho que eu já falei o principal que eu queria compartilhar!
- Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite -
Legenda:
* Dobok é o traje utilizado para a pratica do Taekwondo, ele é como um Kimono utilizado em, outras artes marciais, mas é fechado e não aberto.
- Caixinha do Nada


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